Radio Jovem Pop

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

                                    Mandela e a Ilha de Robben
Em 1963, Mandela foi julgado com outros líderes do CNA no Julgamento de Rivonia, sendo condenado à prisão perpétua por sabotagem. Foi mandado para a Ilha de Robben.
Em seus primeiros anos de prisão, Nelson Mandela e seus companheiros foram proibidos de ter relógios, ler jornais e ouvir rádio. Ele manteve uma série de calendários de mesa na penitenciária da Ilha Robben, onde esteve preso de 13 de junho de 1964 a 31 de março de 1982.
As necessidades básicas do mundo exterior eram consideradas, na verdade, luxos preciosos na prisão. Ter leite para o chá, por exemplo, era considerado um acontecimento inédito . Assim também era com as visitas e as cartas. E a simples palavra ”inspeção" trazia uma grande ameaça. A pesada censura sobre a correspondência na prisão significava que, se um prisioneiro quisesse comunicar algo de natureza sensível a qualquer pessoa de fora da prisão, ele precisaria contrabandear a correspondência para fora. Em mais de uma ocasião, Mandela e seu companheiro, Ahmed Kathrada, contrabandearam cartas, especialmente para seus advogados, para reclamar sobre as condições na prisão.
“... nenhuma parede da prisão, nenhum cão de guarda nem mesmo os mares frios, que são como um fosso mortal em volta da prisão da Ilha Robben, nada conseguiria frustrar os desejos de toda a humanidade...” Mandela dizia em relação à contínua luta do povo negro contra o Apartheid enquanto esteve preso.
Após Mandela ser várias vezes transferido para outras prisões, foi finalmente libertado em 1990, após aproximadamente 28 anos na prisão. Dezoito desses anos foram passados na Ilha Robben.
Apesar de Mandela ter passado por todos os mal tratos na prisão, em todos seus textos, desde os dos primeiros dias até os de após se aposentar, sempre tentou ressaltar que nem todo carcereiro ou oficial do apartheid era mau. Essa visão era sustentada por sua crença de que, para viver, devemos ver o bem em todas as pessoas.

Josiane Alves.

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