Radio Jovem Pop

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

                          Racismo nos Estados Unidos
O racismo nos Estados Unidos é um dos mais documentados e difundidos na história contemporânea. Apesar de que o etnocentrismo tem afetado à humanidade desde a mais remota antiguidade os casos mais evidentes e conhecidos têm sido em países da Europa, China, Japão, e Norte da América. Hollywood e a indústria norte-americana do cinema têm sido um dos meios que têm dado maior difusão deste fenômeno nos Estados Unidos.
Este preconceito manifestou-se principalmente dos alvos anglosajones  e estadunidenses de nascimento contra os negros trazidos da África para trabalhar como escravos durante o século XVII, e mais recentemente chineses, japoneses, outros imigrantes como os hispano americanos ou outros. Após sua libertação durante a Guerra Civil por Abraham Lincoln, os estados do sul, resentidos por sua derrota durante a guerra civil sancionaram uma variedade de leis para discrimi nar a cidadãos de cor. Este fenômeno conhece-se como a "reconstrução" (reconstruction). Este processo de reconstrução" após a guerra civil foi tão intenso e extenso que ao final desta em 1877 e a eleição de Rutherford B. Hayes como o décimo nono presidente que a discriminação se estendeu aos estados do norte que inicialmente não a tiveram, a tal ponto que a começos do século 20 se podia ver a severidade da discriminação e racismo em lugares com Nova York, Boston, Detroit e Chicago.
 Nos Estados Unidos, os afrodescendentes intensificaram a campanha pelos direitos  que a sociedade lhes negava; em alguns estados norte-americanos, os negros eram proibidos de andar no mesmo ônibus, tomar banho na mesma piscina ou frequentar a mesma escola que os brancos.
No estado sulista do Alabama, a legislação obrigava os negros a cederem o assento do banco do ônibus a qualquer branco que estivesse em pé. Em 1º de dezembro de 1955 a costureira Rosa Parks se negou a ceder seu assento ao branco e, por isso, foi detida, multada, e processada. Reagindo à detenção de Rosa Parks, as famílias negras da cidade de Montgomery, lideradas pelo pastor Martin Luther King, iniciaram um boicote ao sistema de ônibus do local: ficaram um ano e 16 dias sem utilizá-lo para protestar contra o racismo no transporte público.
Durante esse movimento a casa de King foi atacada e ele foi ameaçado de morte. Mas o movimento foi vitoriosa; a Suprema corte proibiu qualquer tipo de segregação no transporte público. Em 1960, King comandou um protesto pacífico que os negros entravam em lugares onde brancos frequentavam e sentavam no chão, e se os xingassem ,negavam-se a sair. Em 1963 Luther King reuniu uma multidão de negros no monumento de Abraham Lincoln, e discursou “Eu tenho um sonho’; onde pregava união entre negros e brancos, e todos eram chamados de crianças de Deus.


Mariana Gonçalves

0 comentários:

Postar um comentário